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05 março 2012

Resistência de União de Brackets com um Novo Sistema Autocondicionante

Ricardo Nader

Olá pessoal, depois de um longo inverno estou de volta! Vou publicar um artigo interessante sobre o sistema adesivo autocondicionante. Estou usando no consultório com resultados muito animadores.

Resistência de União de Brackets com um Novo Sistema Autocondicionante

Guilherme Carpena LOPES
Daniela Greenhalgh THYS
Luiz Clovis Cardoso VIEIRA
Arno LOCKS

Introdução

Os adesivos autocondicionantes, que combinam ácido e primer, oferecem aplicação clínica simplificada, quando comparados com a técnica do condicionamento ácido total (YOSHIYAMA et al., 1998). 
Com tal abordagem, é possível economizar tempo, melhorar a relação custo-benefício do procedimento para o clínico e, indiretamente, para o paciente. 

11 agosto 2011

Pergunte a um expert - Renato Rodrigues de Almeida

Ricardo Nader


Este texto foi publicado na Revista Dental Press edição junho/julho de 2003.
Nos pacientes com mordida aberta anterior, a associação da mentoneira com os aparelhos convencionais para a interceptação desta má oclusão, como a grade palatina removível ou fixa, pode auxiliar na correção deste problema? 


08 março 2011

Artigo Nacional - Atrito nas mecânicas de deslizamento

Ricardo Nader

ATRITO NAS MECÂNICAS DE DESLIZAMENTO: CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES


JOSIE SANTOS CÉSAR

ANTÔNIO CARLOS DE OLIVEIRA RUELLAS


No nosso dia a dia uma dificuldade muito comum nos nossos tratamentos é em relação ao fechamento dos espaços.  Artigos que tratam deste tema sempre me chamam atenção, este é um deles. Vou colocar nesta postagem os pontos mais importantes, posso enviar por email o artigo completo. Solicitem nos comentários.

O objetivo deste artigo é fazer uma revisão de literatura sobre o atrito gerado pelo deslizamento entre os diferentes tipos de braquetes e fios ortodônticos.

18 dezembro 2010

Distalização dos molares superiores com o uso de mini-implante: apresentação de caso clínico

Ricardo Nader

Célia Regina Maio Pinzan-Vercelino
Júlio Araújo Gurgel
Fausto Silva Bramante
Alan Poy Rivera


Este foi um dos painéis premiados na OrtoSpo 2010 e demonstra a utilização de um microparafuso como auxiliar na distalização dos molares superiores.

Resumo - Com o advento da ancoragem esquelética, os mini-implantes têm sido indicados para distalização dos molares superiores.

Este caso clínico descreve o tratamento de uma paciente, aos 17 anos, com má-oclusão de Classe II, 1a divisão dentária e ausência de selamento labial. Como a face da paciente apresentava-se harmônica e agradável, optou-se pela correção por meio da distalização dos molares superiores, com o objetivo de corrigir a relação ântero-posterior, propiciando um selamento labial adequado.

08 setembro 2010

A barra palatina intrui mesmo os molares?

Ricardo Nader


Esta pergunta foi enviada por um leitor da DentalPress e as respostas foram dadas pelo professor Adilson Luiz Ramos na edição FEV/MAR 2003.

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Introdução


06 agosto 2010

A importância da incorporação e do controle de torque no tratamento ortodôntico

Ricardo Nader

Guilherme Thiesen
Marcus Vinicius Neiva Nunes do Rego
Luciane Macedo de Menezes
Susana Maria Deon Rizzatto

O torque é uma torção no fio em torno do seu longo eixo. Com este procedimento, consegue-se controlar a posição vestibulolingual da raiz, através da utilização de fios de secção retangular.
Com o surgimento de novas modalidades detratamento e dos acessórios pré-programados, a aplicação do torque passou a ser realizada de duas formas distintas: 
  • pela torção do fio retangular em torno do longo eixo (Técnica Edgewise);
  • diretamente pela presença na base ou na canaleta dos acessórios (Técnica Straight Wire).
Apesar da incorporação das características ideais de torque na estrutura de tais braquetes, em alguns casos existe a necessidade da realização de torques adicionais ou individuais em certos dentes, com o objetivo de finalizar o tratamento ortodôntico com todos os elementos dentários posicionados de maneira adequada, proporcionando deste modo, estabilidade, estética e função oclusal.


30 julho 2010

Tratamento ortodôntico com braquetes autoligados

Ricardo Nader

Trabalho publicado na revista SPO n. 41 edição especial do ano de 2008.
Coordenação de conteúdo:Alexander Macedo
Colaboração na matéria:
Hugo J. Trevisi
Jurandir Antonio Barbosa
Karyna Valle-Corotti
Liliana Avila Maltagliati

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Para os colegas que desejam artigos sobre aparelhos autoligados, estou separando um material e à medida que for formatando farei as postagens. Como este é um tema relativamente novo, gostaria que vocês participassem para podermos trocar informações.
 
 
 




29 julho 2010

A Importância da Documentação Ortodôntica nas Perícias de Identificação Humana

Ricardo Nader

Trabalho publicado na Revista SPO n 41 no ano de 2008, demonstra a identificação pela documentação ortodôntica de um indivíduo que foi encontrado carbonizado.

INTRODUÇÃO

A identidade é o conjunto de características, sinais ou propriedades físicas, psíquicas e funcionais, natas ou adquiridas e permanentes que diferenciam um indivíduo do outro.
A identificação humana é o processo pelo qual se determina a identidade de uma pessoa, sendo a análise odontológica, um dos métodos rotineiramente utilizados, junto com outros parâmetros biológicos, como a análise papiloscópica, da íris e a análise genética.

Assim, a condição em que o corpo é encontrado determina a metodologia a ser empregada no processo de identificação. A considerável resistência dos dentes e dos materiais restauradores são fatores que viabilizam a utilização do método odontológico nas identificações post-mortem, principalmente nos corpos carbonizados e/ou calcinados, putrefeitos e esqueletizados. A indestrutibilidade é uma característica que confere ao dente maior resistência que o próprio osso e a altas temperaturas (600ºC - 650ºC).

Outro aspecto importante é o fácil acesso às documentações odontológicas, pertencentes ao prontuário do paciente, visto que o cirurgião-dentista tem o dever de preenchê-los e atualizá-los, conservando-os em arquivo próprio, como estabelece o Código de Ética Odontológica.

16 julho 2010

Mantenedores de espaço

Ricardo Nader


Artigo publicado na revista Dentalpress em 1999, demonstra diversos tipos de aparelhos que podem ser usados para situações muito comuns na nossa clínica diária. Este vai em homenagem a um colega, Dr. Vinícius, da cidade de Bom Jesus da Lapa que está se formando este mês pela UFMG.

 

Mantenedores de Espaço em Ortodontia

Preventiva e Interceptiva


Space Maintainers in Preventive and Interceptive Orthodontics
Ricardo Bortolotti
 
Introdução
 
A diversidade de modelos de mantenedores de espaço proporciona ao Ortodontista clínico maior versatilidade na precisa indicação em casos de agenesias dentárias e/ou perdas precoces dos dentes decíduos relacionadas a diferentes etiopatogenias, com destaque para os processos cariosos.
 
Tipos de Mantenedores de Espaço

1 - Mantenedor de Espaço Funcional Anterior




29 junho 2010

Estudo comparativo da eficiência do aparelho extrabucal e da barra transpalatina

Ricardo Nader

Estudo comparativo da eficiência do aparelho extrabucal e da barra transpalatina como meios de ancoragem durante a fase de retração
Marcos Salomão Moscardini


Introdução

Os meios de ancoragem são fundamentais em Ortodontia. A ancoragem extrabucal se tornou popular com Kloehn, que foi o grande divulgador
dessa terapia, estabelecendo sua utilização nos moldes como é conhecida atualmente. A questão da cooperação poderia ser equacionada conferindo-se um aumento de ancoragem por meio de dispositivos que não permitam a remoção pelo próprio paciente.

Patenteada por Goshgarian14, a Barra Transpalatina (BTP) corresponde a um dos meios de ancoragem ortodôntica com essa característica.

Pretendeu-se, no presente estudo, avaliar comparativamente a eficiência de dois meios de ancoragem: o aparelho extrabucal, passível de remoção pelos pacientes, e a barra transpalatina, dispositivo intrabucal, cuja utilização independe da cooperação do paciente.

16 junho 2010

Caso clínico – Paciente tratada com IHG ( Interlandi Head Gear)

José Fernando Castanha Henriques
 

Caso Clínico


A paciente gênero feminino, 11 anos e 4 meses. Ao exame clínico, apresentava perfil convexo e altura facial aumentada. O exame intrabucal revelou que a paciente apresentava má oclusão de Classe II, 1ª divisão, fase de dentadura mista tardia, curva de Spee ausente e curva oclusoincisal moderada. Não havia desvio mandibular da  relação cêntrica para a máxima intercuspidação habitual.
Na análise cefalométrica destacou-se as seguintes características:

- Perfis ósseo e mole convexos;
- Padrão de crescimento ligeiramente desfavorável, com ligeira tendência de crescimento vertical;
- Relação entre as bases apicais desfavorável, com a maxila protruída e a mandíbula ligeiramente retruída;
- Incisivos superiores retruídos e inclinados para palatino e os inferiores ligeiramente protruídos e inclinados para vestibular;
- Altura facial ântero-inferior (AFAI) normal;
- Mandíbula ligeiramente menor do que o ideal.

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15 junho 2010

Principais Indicações e Efeitos da Ancoragem Occipital

Ricardo Nader




Principais Indicações e Efeitos da Ancoragem
Extrabucal Occipital (I.H.G.) no Tratamento de
Jovens com Má oclusão de Classe II, 1ª Divisão
de Angle: Apresentação de um Caso Clínico
                                                   José Fernando Castanha Henriques



A ancoragem extrabucal ainda é um dos recursos mais utilizados e recomendados no tratamento da má oclusão de Classe II, 1ª divisão caracterizada por protrusão maxilar e/ou dentoalveolar. Este trabalho tem como objetivo abordar as principais indicações e os efeitos da ancoragem extrabucal occipital (I.H.G.), assim como apresentar um caso clínico tratado com essa metodologia associada à terapia ortodôntica fixa sem extrações.

Introdução

Atualmente, um dos grandes desafios dos ortodontistas é a correção das más oclusões de Classe II. Embora não seja a mais freqüente na população, ela está presente na maioria dos pacientes que procuram por tratamento ortodôntico, abrangendo 57,8% do total.

Para os casos de Classe II com protrusão maxilar e/ou dentoalveolar, um dos tratamentos mais recomendados é a ancoragem extrabucal,  podendo ser alta ou parietal (“High Pull”), média ou occipital (“Interlandi Head Gear”) e baixa ou cervical (“Kloehn Head Gear”).

04 junho 2010

Continuação do caso que publiquei anteriormente

Ricardo Nader


  Há alguns dias publiquei umas imagens e pedi que dessem sugestões  em relação ao tratamento de um canino incluso.  A razão para isso foi que na revista DentalPress edição fevereiro/março de 2010 um artigo foi publicado com um caso muito semelhante ao meu.

  Vejam o artigo:


Tracionamento de um canino inferior em posição desfavorável
Sérgio Kubitsky, Marcio Guimarães Kubtsky, Leopoldino Capelozza Filho, Terumi Okada Ozawa



Relato do caso



 Paciente do gênero feminino, 12 anos e 3 meses de idade procurou o serviço de Ortodontia apresentando a ausência clínica do dente 43. Apresentava má oclusão de cl II, mordida cruzada posterior, desvio da LM inferior para o lado esquerdo e persistência do dente 83.


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26 fevereiro 2010

Considerações sobre extração seriada - Parte II

Ricardo Nader


Continuando a postagem anterior, nesta parte o autor faz considerações relacionando as extrações seriadas e o padrão facial

Uma vez que o diagnóstico de extração seriada e plano de tratamento são feitos na dentição mista, fica implicito que somos capazes de prever um futuro apinhamento. No entanto alguns estudos afirmam que esta habilidade não passa de uma verdadeira adivinhação. Dessa forma, como podem ser conciliadas idéias aparentemente tão conflitantes? Uma possível explicação é que as decisões relativas à extração seriada são baseadas não apenas na predição do apinhamento, mas também na necessidade de redução do perfil.

A forma facial é importante quando se decide ou não pela extração por que os procedimentos de extração tendem a reduzir a convexidade do perfil à medida que os incisivos e lábios tendem a se mover para lingual no decorrer do fechamento do espaço. Por esta razão, a face ideal para extração seriada é a ortognata com lábios protrusivos.

Por outro lado, extração seriada deve ser contra-indicada para um indivíduo como padrão facial hipodivergente e um perfil côncavo por que qualquer movimento lingual dos incisivos e dos lábios pode resultar em um perfil desagradável.

A extração seriada pode ser contra-indicada ainda em pacientes com uma protrusão bimaxilar severa, que necessita uma redução máxima do perfil. Isto por que não se evita o movimento mesial dos molares e pré-molares na extração seriada, uma vez que o espaço da extração não é controlado e tais pacientes requerem um controle máximo de ancoragem.

20 fevereiro 2010

Considerações sobre extração seriada - Parte I

Ricardo Nader


No ano passado o representante da GAC no Brasil fez uma promoção em que compras de um determinado valor eram premiadas com um livro de um autor chamado Anthony Gianelly. Eu ganhei este livro. A edição que possuo é uma tradução de professores da PUC de Belo Horizonte coordenados pelo Prof Eustáquio Araújo.
Colocarei aqui algumas considerações a respeito das extrações seriadas retiradas deste livro.



O termo extração seriada se refere ao processo que se inicia na dentição mista, com o diagnóstico de um apinhamento dos incisivos que estará presente na dentição permanente. Para resolver este provável apinhamento, fazendo-se espaço suficiente para irrupção dos caninos, é feita uma sequência de extrações de dentes decíduos e permanentes.

13 novembro 2009

Artigo Nacional - Considerações Clínicas sobre o Posicionamento Vertical dos Acessórios

Guilherme Janson

Seguindo a solicitação do nosso colega Eugenio coloco este trabalho sobre o posicionamento vertical dos acessórios.

Introdução e revisão de literatura

O correto posicionamento vertical dos acessórios, preconizado na instalação dos aparelhos ortodônticos, constitui um tema de muito interesse clínico e/ou científico, por refletir, ao término do tratamento, as alturas dentárias adequadas. Erros de posicionamento vertical implicarão em dentes desnivelados, além de alterações nos torques, e conseqüentemente nas inclinações vestíbulo-linguais.

Em 1970,Andrews afirmou que o correto posicionamento dos acessórios deveria ser no chamado ponto EV- eixo vertical, exatamente no centro da face vestibular de todos os dentes.

THUROW, dois anos depois, concluiu que posições verticais diferentes produzem, conseqüentemente, torques distintos.

Em 1978, MEYER, NELSON observaram em pré-molares, que um erro vertical de 3mm alterava o torque em 15 graus.

Na técnica Vari-Simplex, de ALEXANDER, o posicionamento dos acessórios deve seguir uma proporção a partir da altura dos pré-molares, como se vê abaixo, utilizando um marcador de altura, orientado pelo plano oclusal em questão.


07 novembro 2009

Artigo Nacional - Comportamento do Canino Permanente na Área da Fissura Frente ao Enxerto Ósseo Secundário

Omar Gabriel da Silva Filho


Seguindo a solicitação do nosso leitor tbonatto, apresento este trabalho do Dr. Omar Gabriel.

Introdução

Do ponto de vista ortodôntico, o que as fissuras pré-forame incisivo completa (fissura de lábio e rebordo alveolar) e transforame incisivo (fissura completa de lábio e palato) guardam em comum diz respeito ao comprometimento do rebordo alveolar.

As cirurgias plásticas primárias, realizadas nos primeiros meses (queiloplastia) e anos de idade (palatoplastia), reparam o defeito no tecido mole, deixando uma fissura alveolar residual. A
persistência do defeito osso alveolar constitui um limite para a futura terapia ortodôntica já que por princípio os dentes só podem ser movimentados dentro do osso. Diante deste limite, a reabilitação desses pacientes combina o alinhamento dos dentes nos seus respectivos segmentos alveolares com a subseqüente reposição protética do incisivo lateral.

Acompanhe o recente protocolo de tratamento das fissuras de lábio e palato (fissura transforame incisivo unilateral) na paciente apresentada nas figuras abaixo.


08 outubro 2009

Artigo Nacional - Responsabilidade civil do ortodontista após a terapia ortodôntica

Maurício Garcia Barroso; Mário Vedovello Filho; Silvia Amélia Scudeler Vedovello ; Heloisa Cristina Valdrighi; Mayury Kuramae; Viviane Vaz



Na minha opinião para um Ortodontista se considerar "experiente" ele deve ter pelo menos 10 anos de profissão. Como Ortodontista mesmo, não vale contar o tempo que se formou em odontologia. Quando a gente acha que sabe alguma coisa, sempre descobre uma erro novo que vinha cometendo.

Eu hoje me encontro num período da minha profissão que considero o meio caminho. Tenho uma boa quantidade de casos tratados e em tratamento. Mas ainda não tenho os "retratamentos". Sei que em pouco tempo eles virão.

Já faz um tempo que sempre que leio um artigo de caso clínico dou especial atenção à finalização do caso. Mesmo que o tema principal do artigo não seja este. Sempre observo o alinhamento e nivelamento final, a presença de diastemas, intercuspidação, que o autor deixou no final daquele caso. Este vai ser inclusive tema de uma série de postagens que farei num futuro próximo.

De uma certa forma o artigo abaixo trata desse tema.

27 setembro 2009

Artigo Nacional - Considerações Sobre Análise da Discrepância Dentária de Bolton e a Finalização Ortodôntica

Adilson Luiz Ramos;Rosely Suguino;Helio Hissashi Terada;Laurindo Zanco Furquim;Omar Gabriel da Silva Filho




Frequentemente nas últimas fases do tratamento ortodôntico descobre-se que não será possível finalizar o caso adequadamente( isto acontece mesmo!), pois o tamanho dos dentes superiores não é compatível com os inferiores. Ou seja, os dentes superiores e inferiores não apresentam uma proporção adequada para permitir uma boa relação vertical e horizontal (sobremordida e sobressaliência).

21 setembro 2009

Artigo Nacional - Avaliação microbiológica da contaminação residual em diferentes tipos de alicates ortodônticos após desinfecção com álcool 70%

Alessandre Cícero Venturelli, Fernando César Torres, Renata Rodrigues de Almeida-Pedrin,Renato Rodrigues de Almeida, Marcio Rodrigues de Almeida, Fernando Pedrin Carvalho Ferreira


Publicado na Dentalpress, edição de julho/agosto de 2009 este trabalho trata de biossegurança em ortodontia. Este artigo foi mandado por uma futura colega de profissão, Serjane Gonçalves, esposa de um grande amigo Thiago Lisboa ( que me deve R$100,00 até hoje...).


A Ortodontia tem se caracterizado pela alta rotatividade de pacientes, bem como pela multiplicidade de veículos transmissores de doenças (equipamentos, instrumental, mãos do operador, etc.), gerando sérios riscos de infecção ao clínico, aos auxiliares e aos pacientes. Por trabalhar com pacientes de baixa idade, quando comparada a outras especialidades, muitos ortodontistas são relapsos no controle de infecção cruzada, por pensarem que seus pacientes fazem parte de um grupo de baixo risco. Esse fato vem contribuindo para que a Ortodontia se classifique como a segunda especialidade com mais casos de profissionais contaminados com hepatite B, perdendo somente para a Cirurgia Bucomaxilofacial.

Enquanto a esterilização é um processo no qual se consegue a total eliminação das formas de vida microbiana, a desinfecção é um processo de curta duração, que pode variar de alguns segundos a 30 minutos. No caso da desinfecção de alto nível, se obtém a destruição de todos os microrganismos, com exceção dos esporos. Fala-se em desinfecção de nível intermediário quando se consegue o extermínio da maioria dos microrganismos, o que inclui o bacilo da tuberculose, mas não todos os tipos de vírus nem esporos. Quando poucos microrganismos são eliminados por meio dos agentes químicos, nomeia-se de desinfecção de baixo nível.