11 junho 2010

Dica - Confecção de Stops nos incisivos como auxílio na contenção

Ricardo Nader


Na revista JCO de dezembro de 2009 há um artigo onde os autores demonstram um tratamento de fechamento de mordida aberta através da extrusão dos dentes anteriores. Vou colocar aqui apenas um detalhe que achei muito interessante.

Os autores colocaram resina nas vestibulares dos incisivos. Ao confeccionar a contenção à vácuo estas resinas ataum como stops para auxiliar na contenção vertical destes incisivos. A  contenção se encaixa nas resinas.


09 junho 2010

Artigo traduzido - Erupção espontânea de um canino após marsupialização de um cisto dentígero infectado

Ricardo Nader
 
Spontaneous eruption of a canine after
marsupialization of an infected dentigerous cyst
Soraya de Azambuja Berti, Adriane Bastos Pompermayer, Paulo Henrique Couto Souza,
Orlando Motohiro Tanaka, Vânia Portela Ditzel Westphalen, and Fernando HenriqueWestphalene
Curitiba, Paraná, Brazil

Este artigo foi publicado no American Journal ( AJODO)  vol 137 n. 5. Acredito que seja a edição mais recente.  
  

O cisto dentígero é o tipo mais comum de cisto de desenvolvimento odontogênico. Sua origem está no folículo dentário de uma coroa de um dente ainda não erupcionado, geralmente o terceiro molar inferior, que está preso ao cisto através da junção amelocementária.


É mais freqüente nas segunda e terceira décadas de vida, a mandíbula é a região mais afetada e é mais comum em indivíduos do gênero masculino. Estes cistos podem causar expansão da cortical óssea e consequentemente assimetria facial, embora usualmente não há sintomas. Deslocamento dos dentes próximos ao cisto e reabsorção radicular também são observados em alguns pacientes.

A imagem radiográfica mostra uma área radiolúcida unilocular com margens escleróticas bem definidas. Contudo, osso trabecular pode aparecer na imagem radiográfica, criando a falsa impressão de lesão multilocular e uma vez infectado o cisto pode mostrar margens difusas.

05 junho 2010

Canino incluso em posição desfavorável


Ricardo Nader


  E para finalizar vou mostrar as fotografias de como tratei o meu caso. Como o nosso colega Guilherme, eu optei por extrair o dente incluso, julgando alto o risco de lesar as raízes dos incisivos durante a movimentação do canino.

  Como pode-se observar na telerradiografia lateral havia espaço entre o canino e os laterais. Lembro-me que na época do planejamento eu considerei a opção de no momento da cirurgia solicitar ao cirurgião observar clinicamente se havia espaço entre os dentes. No final optei pela extração do dente incluso por acreditar que o tracionamento poderia complicar o caso.





    Paciente do gênero feminino, 10 anos de idade cl II segunda divisão, foi tratada com uso de AEB - arco extrabucal -  terapia com aparelho fixo Straith-Wire prescrição Roth , o canino decíduo foi mantido e o 43 extraído. A paciente juntamente com seus pais foram orientados da futura necessidade de se fazer um implante ou prótese no local.

04 junho 2010

Continuação do caso que publiquei anteriormente

Ricardo Nader


  Há alguns dias publiquei umas imagens e pedi que dessem sugestões  em relação ao tratamento de um canino incluso.  A razão para isso foi que na revista DentalPress edição fevereiro/março de 2010 um artigo foi publicado com um caso muito semelhante ao meu.

  Vejam o artigo:


Tracionamento de um canino inferior em posição desfavorável
Sérgio Kubitsky, Marcio Guimarães Kubtsky, Leopoldino Capelozza Filho, Terumi Okada Ozawa



Relato do caso



 Paciente do gênero feminino, 12 anos e 3 meses de idade procurou o serviço de Ortodontia apresentando a ausência clínica do dente 43. Apresentava má oclusão de cl II, mordida cruzada posterior, desvio da LM inferior para o lado esquerdo e persistência do dente 83.


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Video - Higiene e aparelho dental

Ricardo Nader


O nosso colega Rodolpho solicitou um artigo sobre avaliação da higiene oral durante o tratamento ortodôntico. Enquanto não encontro, coloco à disposição um vídeo orientando sobre o uso do fio e escova dental em pacientes de Ortodontia.

03 junho 2010

Tratamento de agenesia de incisivos laterais - Zachrisson

Ricardo Nader

Vou iniciar esta postagem com uma frase que o autor usou na conclusão:

"O principal problema no tratamento das más-oclusões com agenesia de incisivos laterais superiores é como alcançar os melhores resultados estéticos e funcionais e não apenas decidir quando fechar ou abrir os espaços."
  Este trabalho é muito elucidativo para todos nós. Especialmente aqueles colegas que fazem apenas a parte ortodôntica do tratamento e demandam o restante para outro profissional. É muito importante que este outro profissional saiba dos detalhes do tratamento, das alterações que precisam ser feitas em cada dente, sob pena de colocar em risco os resultados por não observar as minúcias das mudanças que cada dente precisa.
  Geralmente eu faço os meus casos. As excessões são aqueles que vêm encaminhados por colegas. Estes retornam para quem encaminhou e o que faço são as alterações no Photoshop, como um passo a passo e sugiro para o colega o que ele deve fazer.


Integração da Ortodontia (Fechamento de Espaço) e da Odontologia Estética no Tratamento de Pacientes com Agenesia de Incisivos Laterais Superiores

Marco Rosa, MD, DDS, DO
Björn U. Zachrisson, DDS, MSD, PhD

Objetivos

Os planos de tratamento convencionais para os pacientes com ausência de incisivos laterais superiores incluem o fechamento ou a reabertura dos espaços. As objeções mais comuns para o fechamento ortodôntico do espaço são as dificuldades na contenção, o provável comprometimento da oclusão funcional e do resultado final do tratamento, que pode não parecer “natural”.